quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Finalização do estágio supervisionado I no âmbito da gestão escolar

Segundo a experiência de estágio supervisionado, descrita por Prado (2012), o aluno de estágio deve assumir a postura de investigador num processo de pesquisa, no qual a partir de uma análise reflexiva possa contribuir com um projeto de intervenção que favoreça melhorias no trabalho pedagógico no contexto do campo de estágio investigado.
Assim sendo, a concepção de estágio adotada pelo grupo e pela proposta de estágio supervisionado apresentado pelo curso de Pedagogia da Universidade Federal de Alagoas, pressupõe a concepção apresentada por Lima e Pimenta (2006) do estágio como pesquisa e a pesquisa no estágio.
 A pesquisa no estágio como método de formação dos estagiários futuros professores, se traduz pela mobilização de pesquisas que permitam a ampliação e análise dos contextos onde os estágios se realizam. Mas também e, em especial, na possibilidade de os estagiários desenvolverem postura e habilidades de pesquisador a partir das situações de estágio, elaborando projetos que lhes permitam ao mesmo tempo compreender e problematizar as situações que observam. (p.14).
Nesse sentido compreendemos estágio como pesquisa-ação, ou seja, o estágio envolve analisar e refletir sobre uma dada realidade, assim como intervir a partir de ações interventoras que proporcionem transformações significativas para o espaço no qual o estágio é realizado, articulando teoria e prática, favorecendo a apreensão de novos conhecimentos e ajudando na formação de sujeitos críticos e reflexivos.
É a partir desses pressupostos que nossa experiência no estágio supervisionado no âmbito da gestão escolar realizado numa escola municipal de Educação básica de Maceió encerou-se pela falta de dados reais que justificassem a necessidade de uma ação interventora no trabalho desenvolvido pela atual gestão.
Dessa forma, nosso estágio com a gestão da escola foi realizado em dois meses e quatro momentos presenciais.
No primeiro momento foi apresentada a equipe de estágio à equipe gestora da escola e a proposta do estágio supervisionado voltado para a gestão escolar, e nesse mesmo dia deu-se inicio a entrevista com a diretora.
No segundo encontro, houve a continuidade da entrevista com a diretora, o levantamento de dados para a caracterização da escola e análise sobre as necessidades e prioridades da escolha que ajudariam na construção do projeto de intervenção que posteriormente seria construído e que não ficou definido nesse encontro. Contudo, em um terceiro momento realizado com a vice-diretora foi discutido um possível tema para o projeto, no qual pudéssemos intervir e ajudar no trabalho da gestão, sendo apresentada a dificuldade na prestação de contas realizada pela escola, que ficou definido como tema de projeto de intervenção pedagógica a partir de uma reunião feita entre o grupo e a professora orientadora do estágio, visando ajudar a sancionar as principais dúvidas e dificuldades da gestão quanto ao financiamento escolar e a prestação de contas.
Partindo dessa definição, a equipe dedicou-se na construção do projeto de intervenção pedagógica que foi orientado e supervisionado pela professora de estágio.
Com o projeto de intervenção pronto, em um quarto momento na escola campo de estágio, o projeto foi apresentado à diretora da escola, uma vez que a vice-diretora não pode estar presente, uma cópia do projeto foi entregue a direção da escola e após a discussão e explicitação dos objetivos, das etapas e do cronograma de atividades, o projeto foi aceito e as datas das atividades foram determinadas de acordo com a disponibilidade da escola e, principalmente, da equipe gestora.
Logo em seguida, foi realizada a segunda etapa do projeto que consistia na aplicação de um questionário a fim de levantar as principais dúvidas e anseios da equipe gestora sobre o financiamento escolar e a prestação de contas. Foi a partir da análise dos dados levantados com o questionário sobre financiamento e gestão escolar que constatou-se a mudança em relação a dificuldade inicialmente identificada pela gestão da escola na prestação de contas e a não necessidade de uma ação interventora na realidade apresentada pelos dados coletados, perdendo-se, assim, o sentido do projeto de intervenção pedagógica construído.
A partir desses pressupostos, encerramos nosso estágio na escola e a equipe foi direcionada para outros campos de estágio supervisionado na gestão de escolas e órgãos públicos do município de Maceió.
Enfim, cabe salientar que o estágio supervisionado na gestão da escola nos proporcionou novos conhecimentos sobre o papel do gestor, suas funções e desafios no ambiente escolar, além do conhecimento adquirido na construção do projeto de intervenção voltado para o financiamento escolar e dos princípios do estágio supervisionado.

REFERÊNCIAS
LIMA, Maria Socorro Lucena; PIMENTA, Selma Garrido e. Estágio e docência: diferentes concepções. Revista Poíesis - Volume 3, Números 3 e 4, pp.5-24, 2005/2006. Disponível em: <http://www.cead.ufla.br/portal/wp-content/uploads/2013/10/Arquivo_referente_ao_Anexo_V_do_Edital_CEAD_06_2013.pdf>>. Acesso em: 28 de setembro de 2016.

PRADO, Edna. A formação profissional do gestor e a ressignificação do estágio supervisionado. Estágio na licenciatura em Pedagogia: gestão educacional. Petrópolis,RJ: Vozes; Maceió: Edufal, 2012. – (Série Estágios – Coordenação: Mercedes Carvalho e Edna Prado, p.56 – 81)



segunda-feira, 5 de setembro de 2016

No dia 31/08/2016, quarta, fomos à escola para apresentação do projeto de intervenção. Vale ressaltar a importância da aplicação do Projeto de intervenção no Estágio Supervisionado para o lócus da pesquisa, e principalmente para nós graduandos de Pedagogia, tendo em vista a articulação teoria e prática que possibilitará uma rica formação, enquanto profissionais da educação.
Dentre vários levantamentos, dos possíveis temas para a geração do presente Projeto de Intervenção Pedagógica, a partir de entrevistas com os profissionais da direção sobre os anseios e prioridades da escola campo, decidimos trabalhar com a área financeira, pois percebemos na fala da diretora muitas dúvidas sobre o uso dos recursos recebidos, prestação de contas etc. Com isto, solicitamos à Semed e aos professores da Ufal ligados à área que realizem palestra e oficinas a fim de ajudar a direção a sanar as dificuldades apresentadas.
Apresentamos detalhadamente a proposta, cronograma e discutimos alguns pontos acerca do projeto levantados pela diretora; disponibilizamos cópia para direção. Nossa sugestão de intervenção foi aceita, e agora iremos colocar em prática o que nos propomos a fazer.

Foi um dia muito produtivo, visto que foi o momento de apresentação do Projeto, no qual conseguimos o aval da direção. Acredito que fizemos uma boa apresentação e convencemos de que o projeto é importante e trará mudanças positivas para a gestão.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Atividade 1 Estágio Supervisionado I
Joseane dos Santos Silva

Estágio e docência: diferentes concepções, de Selma Garrido Pimenta e Maria Socorro Lucena Lima.
A formação profissional do gestor e a ressignificação do estágio supervisionado, da professora Edna Prado.

Segundo Lima e Pimenta (2006) o estágio sempre foi considerado como a parte prática de um determinado curso de formação, portanto, algumas definições de estágio foram adotadas durante algum tempo até se chegar à compreensão de que o estágio trata-se de um campo de pesquisa que se desenvolve através da práxis (teoria e prática), ou seja, o estágio em sua capacidade investigativa não se restringe apenas a prática, mas a relação essencial entre teoria e prática para provocar intervenções significativas no trabalho escolar.
*                 Estágio como imitação de modelos: trata-se de uma visão do estágio como uma prática, onde a tendência é que o sujeito em formação possa aprender o exercício de uma determinada profissão através da observação e, consequentemente, da imitação e da execução de modelos já existentes. Contudo esse tipo de aprendizagem possui limitações no que diz respeito à capacidade individual do aprendiz na transposição de um determinado modelo para um dada situação, além disso, cada professor é dotado de características diferentes e tende a estar sujeito a interpretações diversas e divergentes.
*                 Estágio: a prática como instrumentalização técnica: essa concepção baseia-se na utilização das técnicas para o desenvolvimento de ações e operações, ou seja, o “fazer”, as habilidades está no centro da resolução de problemas sem a necessidade de conhecimentos científicos, mas apenas as “práticas” de intervenção por eles determinados. Essa concepção preocupa-se com o desenvolvimento de habilidades especificas.
Nesse sentido, o estágio tende a ser reduzida a atividade meramente prática, ao como fazer e as técnicas necessárias para a sala de aula gerando, muitas vezes, uma dissociação entre prática e teoria, assim como a falta de reflexão de uma determinada prática e a compreensão do processo de ensino em seu todo.
*                 Estágio como aproximação da realidade e atividade teórica: o estágio passa a não ser mais visto como a parte prática de um curso, mas assume uma nova postura, onde a reflexão é o principal subsidio para a compreensão de uma dada realidade.
A partir desse novo conceito, o estágio passa a ser uma atividade teoria, baseada na práxis que tem como objetivo promover a transformação, através da investigação, da analise critica fundamentada em conceitos teóricos e de projetos que visam intervir na realidade.
*                 Estágio como pesquisa e a pesquisa no estágio: esta concepção possibilita a formação do estagiário como um pesquisador, futuro professor, a partir da construção de novos conhecimentos pela pesquisa nos espaços onde os estágios se realizam, a fim de desenvolver a postura e as habilidades de pesquisador, determinando uma visão do professor, não apenas baseado em sua prática, mas como um sujeito critico-reflexivo.
A proposta do estágio como pesquisa permite analisar, refletir e intervir em uma determinada realidade, articulando a teoria com a prática, possibilitando a apreensão de novos conhecimentos e a nossa formação como docentes críticos e reflexivos.
Nesse sentido, Prado (2012) em sua experiência descreve a necessidade de assumir a postura de investigador nas práticas escolares como participantes no dia-a-dia da escola, para que a partir de uma análise reflexiva se possa construir um projeto de intervenção, visando contribuir para o campo pedagógico e para nossa própria formação como futuros professores.

Enfim, espero que esse período do curso e mais especificamente o estágio supervisionado I possa suscitar novos conhecimentos através da práxis e da superação de desafios que tendem a surgir no processo, visando também, contribuir significativamente para a prática da gestão escolar a ser estudada.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Estágio Supervisionado no âmbito da Gestão Escolar
2ª visita à instituição campo de estágio

A segunda visita de estagio supervisionado I, visando à coleta de dados sobre a caracterização da escola e a conclusão da entrevista com a gestora mediante a análise de documentos e entrevista com a equipe gestora de uma escola pública de Maceió, foi realizada no dia 25 de julho de 2016.
No primeiro momento, fomos recebidos pela vice-diretora da escola que anunciou a presença do grupo para a diretora, logo após, tivemos um breve momento com a coordenadora, onde conversamos sobre os documentos necessários para a análise a fim de concluirmos a caracterização da instituição, contudo para a solicitação destes precisaríamos conversar com a gestora, para termos acesso a documentos como o PPP (Projeto Político Pedagógico), o PDE (Plano de Desenvolvimento da Escola) e o regimento da escola.
Assim que a diretora, atenciosamente nos atendeu, iniciou-se uma entrevista sobre os documentos da escola necessários para a análise, contudo, segundo ela, a maioria destes documentos está em construção, uma vez que a secretária de Educação do município solicitou que as escolas tivessem esses documentos, no caso, a proposta pedagógica e o regimento escolar, e dariam uma orientação para a elaboração desses.
A proposta pedagógica da escola está em construção e, por isso, não tivemos acesso, e o regimento escolar está desatualizado, quanto à organização da equipe escolar, a gestora ficou de tentar conseguir junto a secretária de Educação, o documento sobre a organização geral do pessoal da escola, o organograma.
Após essa primeira parte, concluímos a segunda parte do bloco de entrevista referente às dificuldades enfrentadas pelo gestor no trabalho realizado, no qual a gestora nos afirmou que as maiores dificuldades estão relacionadas com a estrutura física da escola que, consequentemente, interfere no trabalho pedagógico, assim como as relações interpessoais. Outro ponto abordado na entrevista diz respeito ao trabalho que a gestão desenvolve na escola, no qual segundo a gestora, a gestão é aquela que orienta a escola na direção que se deseja alcançar.
Em seguida realizamos a entrevista sobre a caracterização da escola necessária para o preenchimento dos tópicos referentes ao clima organizacional da escola, que segundo a gestora, se dá em um ambiente amistoso e respeitoso, apesar das dificuldades que aparecem. Sobre as reuniões da escola, estas são realizadas com os pais no final de cada unidade, com os professores, há um cronograma que estipula as reuniões mensalmente, geralmente, nos sábados, onde o planejamento das atividades pedagógicas e a organização financeira são discutidos.
Sobre as verbas que a escola dispõe, tem o PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), recursos próprios, a caixa de custeio e o programa Mais Educação, do PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola).
       O último tópico de discussão realizado com a diretora e a vice-diretora dizem respeito às prioridades e as necessidades da escola, com as quais poderíamos construir o projeto de intervenção, no sentido de contribuirmos com o trabalho desenvolvido pela gestão na instituição, apesar de dialogarmos sobre isso, nenhum tema para o projeto foi definido, e concordamos que analisaríamos os dados coletados nesses dois encontros na instituição e juntamente com a gestão e a professora orientadora do estágio desenvolveríamos um tema e um projeto, visando contribuir de forma significativa para a vida da escola.




quarta-feira, 20 de julho de 2016

Estágio Supervisionado no âmbito da Gestão Escolar
1ª visita à instituição campo de estágio
            O estágio supervisionado no âmbito da gestão escolar principia uma sequência de estágios necessários à formação docente. A observação e análise no que se refere à atuação do gestor nas ações educacionais e a relação existente entre essas ações e as políticas públicas, irão ampliar nossa visão em referência ao processo de gestão nos sistemas escolares.
            A operacionalização do estágio supervisionado compreenderá três processos: realização do diagnóstico da instituição campo de estágio; elaboração do projeto de intervenção; execução do projeto no campo de estágio.
            Esse processo iniciou-se no dia 18 de julho de 2016 com a apresentação da equipe no campo de estágio, uma escola de educação básica. Para a realização do diagnóstico da instituição, iniciamos nosso trabalho de pesquisa entrevistando a gestora, cujo teor encontra-se a seguir.
Entrevista com a diretora:
           A diretora tem formação em Pedagogia e Psicopedagogia. Assumiu a direção da escola há apenas sete meses, mas já trabalha na escola há dezesseis anos. Já atuou como professora e coordenadora e no momento, está participando de cursos de formação ofertados pela Semed.
          O processo de eleição para diretor se deu através da votação direta, a qual o critério de participação seria a elaboração de um “plano de gestão”. Sobre esse assunto a diretora esclarece que quem está de fora da gestão enxerga uma coisa, mas quando se assume o posto, é que se entende que as coisas não são tão simples quanto parece.
          Fala quanto aos sonhos que sempre teve em relação à escola - esse foi um dos motivos de candidata-se à diretoria -, reconhecendo que a principio, o gestor se ilude achando que pode resolver tudo sozinho e acaba se afastando um pouco da equipe de apoio, como a coordenação por exemplo. Hoje, a diretora diz fazer o máximo esforço para que não ocorra afastamento de setores, reconhecendo a importância da junção entre direção e demais setores. A mesma fala sobre a mudança positiva que a chegada da assistente social resultou para a escola, onde situações como a falta frequente de alunos são esclarecidas e resolvidas por ela buscar saber o porquê da ausência da criança. Em relação aos pais dos alunos que são muito ausentes na escola - principalmente pela oferta de ônibus escolares à comunidade - os pais não a freqüentam.  Testemunhamos durante a entrevista, a chegada de uma mãe que havia faltado ao plantão pedagógico no qual são entregues as provas dos alunos e ela as tinha ido buscar nesse dia. Ao ser questionado sobre qual era a professora do filho, ela não sabia dizer. A assistente social também promove reuniões com o intuito de esclarecer duvidas sobre assuntos sociais como o Conselho Tutelar, por exemplo, que a maioria dos pais veem como órgão punidor, o Bolsa-Família, que não deve ser visto apenas como uma renda extra, entre outros assuntos.
           Em relação a sua função na escola, ela fala que lida com a escola no geral, os alunos, pais, funcionários de todos os setores, prestação de contas, merenda escolar, etc. No que diz respeito a verba recebida, é feita uma analise geral do que mais se precisa no momento. Deixa claro que mesmo sendo uma escola pública, possui equipamentos e materiais diversos que o professor pode utilizar.
            Esclarece que as relações interpessoais é uma das funções mais difíceis de lidar na escola, pois há muita “fofoca”. Mesmo assim, diz que mesmo sem antes pensar em ser diretora, acredita que todo professor deveria ter a experiência de direção. E diz que mesmo sendo um trabalho cansativo, com altos e baixos é também motivador, principalmente quando vê que planos e meta deram certo.
            Foram-nos ofertadas mais algumas informações para caracterização do campo de estágio e encerramos nossa participação neste dia.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Atividade 1 Estágio Supervisionado I
Fernanda da Silva

SÍNTESE SOBRE O TEXTO: Estágio e docência: diferentes concepções, de Selma Garrido Pimenta e Maria Socorro Lucena Lima. Em articulação final com o texto: A formação profissional do gestor e a ressignificação do estágio supervisionado, da professora Edna Prado.(mapa conceitual)

   O estágio sempre foi identificado como a parte prática dos cursos de formação de profissionais, em contraposição à teoria. Embora o que se ouve falar é que: “na prática a teoria é outra”. A contraposição entre teoria e prática não é meramente semântica, pois se atribui menor importância à carga horária denominada prática. A teoria é indissociável da prática, pois o conceito de Práxis supera a fragmentação, onde estágio é visto como atitude investigativa que envolve reflexão e intervenção na escola, professores, alunos e sociedade.
    A imitação de modelos é vista no sentido de aprender a fazer, através da observação, da reprodução e da própria imitação, assim o estágio reelabora modelos cosiderados como bons. Já o conceito de bom professor é polissêmico, passível de interpretações diferentes e divergentes. A formação se dá através da reprodução modelar. Essa perspectiva está ligada a uma concepção de professor que não valoriza sua formação intelectual, isto é, o conformismo. Então, sendo assim, o estágio se resume a imitar modelos, conservar idéias, hábitos, valores. Dessa forma, não se realiza uma análise crítica fundamentada teoricamente e legitimada na realidade social em que o ensino se processa.
     A prática como instrumentalização técnica ocorre quando as habilidades não são suficientes para a resolução dos problemas com os quais se defrontam, uma vez que a redução às técnicas não dá conta do conhecimento científico nem da complexidade das situações que ocorrem. E se o conhecimento científico não é dominado, o profissional fica restrito a usar intervenções técnicas originadas dele, tornando-se um prático. O estágio fica reduzido à hora da prática, ao manejo de classe, ao trabalho burocrático e por fim a seguir receitas de bolo.
       Uma crítica à didática instrumental é que passa a ilusão de que as situações de ensino são iguais e poderão ser resolvidas com técnicas. Mas sabe-se que a universidade é por excelência o espaço formativo da docência, uma vez que não é simples formar para o exercício da docência de qualidade e que a pesquisa é o caminho metodológico para essa formação. Ora que as orientações das políticas geradas a partir do banco Mundial, reduzem a formação a mero treinamento de habilidades e competências.
  Então o que entendemos por teoria e por prática? O estágio é teoria e prática e não teoria ou prática. De acordo com o conceito de ação docente, a profissão de educador é uma prática social, é uma forma de intervir na realidade social. A atividade docente é ao mesmo tempo prática e ação. Em sentido amplo, ação designa a atividade humana, o fazer, um fazer efetivo ou a simples oposição a um estado passivo. Entretanto em uma compreensão filosófica e sociológica, a noção de ação é sempre referida a objetivos, finalidades e meios, implicando a consciência dos sujeitos para essas escolhas, supondo certo saber e conhecimento. Considerando que nem sempre os professores têm clareza sobre os objetivos que orientam suas ações no contexto escolar e no meio social. Compreende-se o sentido investir nos processos de reflexão das ações pedagógicas realizadas nos contextos escolares. O papel das teorias é iluminar e oferecer instrumentos e esquemas para análise e investigação, tendo em vista que as teorias são explicações sempre provisórias da realidade. Ao estágio compete possibilitar que os futuros professores compreendam a complexidade das práticas institucionais e das ações aí praticadas por seus profissionais como alternativa no preparo para sua inserção profissional. O estagio não sendo visto como atividade prática, mas sim teórica, é entendido como atividade para transformação da realidade.
  O Estágio como pesquisa possibilita que a relação entre os saberes teóricos e os saberes das práticas ocorram durante todo o percurso da formação, garantindo, inclusive, que os alunos aprimorem sua escolha de serem professores a partir do contato com as realidades de sua profissão.
   O mapa conceitual a seguir apresenta as características apresentadas por Edna Prado sobre o Estágio Supervisionado.
    
fonte: a autora.

domingo, 10 de julho de 2016

Atividade 1 Estágio Supervisionado I

Estágio: diferentes concepções

O estágio é um componente curricular essencial ao processo de formação do aluno, porque possibilita um estreito elo entre as disciplinas do curso de formação e o campo de atuação, propiciando que este seja analisado sob o viés da investigação, intervenção, reflexão e criticidade. Na formação de professores, algumas concepções de estágios foram historicamente construídas, a saber:

Ø  A prática como imitação de modelos
Consiste em formar o professor a partir da observação, reprodução e valorização das práticas e dos instrumentos nomeados modelos de eficiência e que obtiveram sucesso historicamente.
Aspectos positivos: reelaboração e adaptação dos modelos a partir de uma análise crítica de acordo com o contexto; utilização das experiências e dos saberes adquiridos.
Aspectos negativos: os modelos são utilizados em situações inapropriadas; não há uma análise crítica; não acompanha as transformações históricas e sociais; o professor é só um transmissor de conhecimentos; desvalorização da formação intelectual do professor; desvalorização dos alunos; conformismo; perpetuação da cultura dominante.

Ø  A prática como instrumentalização técnica
Consiste no uso de técnicas para o desenvolvimento das habilidades sobrepujando conhecimentos científicos e valorizando o “como fazer” limitando o profissional a dimensão da prática pela prática.
Aspectos positivos: desenvolvimento das habilidades específicas.
Aspectos negativos: desvalorização dos conhecimentos científicos; incompreensão da complexidade de situações-problemas; separação entre teoria e prática; valorização do “como fazer”; incompreensão do processo de ensino em sua globalidade.

Ø  O estágio e a relação teoria e prática
Consiste na compreensão da complexidade das práticas e do fazer, e a partir da investigação, da análise e da crítica realizadas com base nos conhecimentos teóricos, elaborar e desenvolver projetos que possibilitem uma melhoria na ação pedagógica.
Aspectos positivos: superação da dicotomia teoria e prática; estágio como teoria e prática; intervenção na realidade à luz de teorias.  
  
Ø  O estágio como pesquisa e a pesquisa no estágio
Consiste no desenvolvimento do aluno como pesquisador com habilidades adquiridas no estágio propiciando a ampliação e uma nova visão do conhecimento a partir de situações onde os estágios se realizam.
Aspectos positivos: desenvolvimento de habilidades em pesquisa; nova visão do conhecimento; contribuição propiciada pela pesquisas na elaboração de projetos; o papel do professor como crítico-reflexivo; a prática pedagógica como objeto de pesquisa; a preparação para o trabalho de forma coletiva; análise crítica, indissociabilidade entre teoria e prática.

            A Universidade Federal de Alagoas tem por eixo o ensino, pesquisa e extensão como forma de o aluno vivenciar o processo ensino-aprendizagem a partir da investigação das práticas pedagógicas nas instituições campos de estágio articulando a teoria com a prática na utilização de referencial teórico-metodológico, desenvolvendo habilidades, elaborando projetos, possibilitando uma nova e ampliada visão do conhecimento, formando profissionais críticos e reflexivos.
A experiência de estágio supervisionado apresentada por Prado (2012) nos estimula a assumir a postura de investigadores para que após uma análise reflexiva, possamos contribuir com um projeto de intervenção que propicie melhorias no campo pedagógico. Além de que, nos coloca como participantes do cotidiano da gestão escolar vivenciando as limitações, dificuldades e possibilidades porque passam os gestores. Por outro lado, nos trás segurança frente as nossas expectativas por sabermos que a metodologia empregada na realização do estágio permite a intervenção do orientador de forma mais participativa, o qual servirá de suporte para nos guiar no emaranhado de dúvidas que a atividade irá acarretar.
Espero neste momento do curso, construir novos conhecimentos sempre articulando a teoria com a prática vencendo os desafios que irão surgir com a prática e superando os aspectos negativos que as concepções de estágios apresentam e que ainda são muito presentes no contexto escolar.

                                                   Rosimeire Ferreira Santos 
                                         Graduanda do 5º período de Pedagogia 

           




sábado, 9 de julho de 2016


Olá!!

Eu sou Rosimeire Ferreira Santos e já não sou uma menininha como no desenho abaixo, porém todos nós ainda temos um pouco de criança dentro de nós por representar uma fase da vida que relembramos com saudade. Curso o 5º período de Pedagogia da UFAL e nos balões, compartilho alguns aspectos que falam um pouco mais sobre mim. Será que você consegue entender o que significa?

sexta-feira, 8 de julho de 2016


Fernanda da Silva


Olá pessoal.
Meu nome é Fernanda da Silva, tenho 27 anos de idade, uma filha, sou bolsista pró-graduando. Estou cursando o 5° período do curso de Pedagogia na UFAL. Estou com boas expectativas para esse estágio que será uma nova experiência em termos de aprendizado que muito tem a contribuir para minha formação.


Joseane dos Santos

Oi gente.

Meu nome é Joseane dos Santos Silva, tenho 20 anos, filha, estudante e futura pedagoga. Apaixonada por literatura.