segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Atividade 1 Estágio Supervisionado I
Joseane dos Santos Silva

Estágio e docência: diferentes concepções, de Selma Garrido Pimenta e Maria Socorro Lucena Lima.
A formação profissional do gestor e a ressignificação do estágio supervisionado, da professora Edna Prado.

Segundo Lima e Pimenta (2006) o estágio sempre foi considerado como a parte prática de um determinado curso de formação, portanto, algumas definições de estágio foram adotadas durante algum tempo até se chegar à compreensão de que o estágio trata-se de um campo de pesquisa que se desenvolve através da práxis (teoria e prática), ou seja, o estágio em sua capacidade investigativa não se restringe apenas a prática, mas a relação essencial entre teoria e prática para provocar intervenções significativas no trabalho escolar.
*                 Estágio como imitação de modelos: trata-se de uma visão do estágio como uma prática, onde a tendência é que o sujeito em formação possa aprender o exercício de uma determinada profissão através da observação e, consequentemente, da imitação e da execução de modelos já existentes. Contudo esse tipo de aprendizagem possui limitações no que diz respeito à capacidade individual do aprendiz na transposição de um determinado modelo para um dada situação, além disso, cada professor é dotado de características diferentes e tende a estar sujeito a interpretações diversas e divergentes.
*                 Estágio: a prática como instrumentalização técnica: essa concepção baseia-se na utilização das técnicas para o desenvolvimento de ações e operações, ou seja, o “fazer”, as habilidades está no centro da resolução de problemas sem a necessidade de conhecimentos científicos, mas apenas as “práticas” de intervenção por eles determinados. Essa concepção preocupa-se com o desenvolvimento de habilidades especificas.
Nesse sentido, o estágio tende a ser reduzida a atividade meramente prática, ao como fazer e as técnicas necessárias para a sala de aula gerando, muitas vezes, uma dissociação entre prática e teoria, assim como a falta de reflexão de uma determinada prática e a compreensão do processo de ensino em seu todo.
*                 Estágio como aproximação da realidade e atividade teórica: o estágio passa a não ser mais visto como a parte prática de um curso, mas assume uma nova postura, onde a reflexão é o principal subsidio para a compreensão de uma dada realidade.
A partir desse novo conceito, o estágio passa a ser uma atividade teoria, baseada na práxis que tem como objetivo promover a transformação, através da investigação, da analise critica fundamentada em conceitos teóricos e de projetos que visam intervir na realidade.
*                 Estágio como pesquisa e a pesquisa no estágio: esta concepção possibilita a formação do estagiário como um pesquisador, futuro professor, a partir da construção de novos conhecimentos pela pesquisa nos espaços onde os estágios se realizam, a fim de desenvolver a postura e as habilidades de pesquisador, determinando uma visão do professor, não apenas baseado em sua prática, mas como um sujeito critico-reflexivo.
A proposta do estágio como pesquisa permite analisar, refletir e intervir em uma determinada realidade, articulando a teoria com a prática, possibilitando a apreensão de novos conhecimentos e a nossa formação como docentes críticos e reflexivos.
Nesse sentido, Prado (2012) em sua experiência descreve a necessidade de assumir a postura de investigador nas práticas escolares como participantes no dia-a-dia da escola, para que a partir de uma análise reflexiva se possa construir um projeto de intervenção, visando contribuir para o campo pedagógico e para nossa própria formação como futuros professores.

Enfim, espero que esse período do curso e mais especificamente o estágio supervisionado I possa suscitar novos conhecimentos através da práxis e da superação de desafios que tendem a surgir no processo, visando também, contribuir significativamente para a prática da gestão escolar a ser estudada.

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